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INVESTIMENTOS BRASIL-PORTUGAL

Portugal está situado no extremo sudoeste da Europa e ocupa algo como 17% da Península Ibérica, com uma população aproximada de 10 milhões de habitantes. Os brasileiros formam a segunda maior colônia de estrangeiros. O país tem uma fronteira de 1300 km com a Espanha e possui um litoral atlântico de 830 km. Na abrangência desse litoral estão os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Os Açores situam-se  a 800 km a oeste de Lisboa e suas ilhas, de natureza vulcânica espalham-se por uma área de 650 km quadrados. O arquipélago da  Madeira está situado a 965 km a sudeste de Lisboa e é composto por  Madeira e Porto Santo.

De país atrasado até o início da década de 70, teve na Revolução dos Cravos (1974) uma alteração completa desse cenário. Com a volta da democracia, na década de 80, começou a obter protagonismo, assumindo características de acentuada modernidade, comparada ao resto da Europa. Com a adesão do país à CEE, ocorreu um surto de desenvolvimento extraordinário, com a modernização de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hospitais e a introdução de modernas técnicas agrícolas. Complementando os setores exportadores tradicionais, cortiça, resinas, têxteis, sardinha em lata e vinhos, houve também grande incremento na montagem de automóveis e produção de cimento.

Quem conhece bem Portugal, acompanha a sua história e para lá viaja com frequência desde os anos 60, assombra-se com o progresso alcançado, em tão curto intervalo de tempo. O pequeno país passou por muitos percalços, nessa trajetória, mas superou-os com muita galhardia, a ponto de tornar-se grande receptor de capitais e imigrantes. O mercado imobiliário português tornou-se alvo de grandes investidores estrangeiros, não só para a construção de imóveis novos, como também para as restaurações de maravilhosos edifícios centenários (o chamado “retrofit”). E os preços são muito mais baixos do que no Brasil, com um padrão de alta tecnologia. No mês de out/17, um banco brasileiro especializado em câmbio e uma das maiores imobiliárias do mundo, promoveu em S.Paulo, um evento fechado para investidores qualificados, visando divulgar e esclarecer os benefícios de investimentos imobiliários em Portugal, comparando-os com o Brasil e resto do mundo. Nos últimos quatro anos, um número recorde de brasileiros tem solicitado a dupla cidadania, visando aportar recursos no mercado imobiliário e para lá mudarem-se, atraídos por inúmeras vantagens, a saber:

a) O setor imobiliário é muito desenvolvido em termos de qualidade, liquidez, transparência e dinamismo,

b) Há isenção de imposto sucessório nas transmissões de bens,

c) A recuperação econômica de Portugal é sustentável,

d) É o terceiro país mais seguro do mundo,

e) A carga tributária é menor do que a média europeia,

f ) O custo de vida mais baixo que o brasileiro,

g) Há estabilidade política,

h) O clima é temperado,

i)  Os fatores históricos, emocionais e o idioma em comum que unem Brasil e Portugal, são muito relevantes,

j) Há fácil e rápida mobilidade por toda a Europa (rodovias, aeroportos e trens de alta velocidade),

k) Mais de 70 voos semanais ligam Portugal às principais cidades brasileiras,

l) Há cobertura de internet banda larga em 95% do país,

m) Lisboa é ganhadora de diversos prêmios de turismo: Melhor destino Europeu e Melhor destino de Curta Duração na Europa,

n) Portugal foi eleito em 2017, como o melhor país do mundo para as pessoas aposentarem-se;

o) O ranking “Expat Insider” considerou o país, como o quinto melhor do mundo para ir, viver e trabalhar.

Numa era de xenofobia acentuada em caráter global, tornou-se Portugal um oásis para quem busca qualidade de vida e segurança para investir. A leitura da obra “Os Portugueses”, de Ana Silvia Scott, Editora Contexto, contribui sobremaneira para a compreensão de Portugal moderno.

POST_16_AGO_2017

ECONOMIA BRASILEIRA

Após a tentativa frustrada do Governo Federal, de lançar um  “balão de ensaio” visando alterar a alíquota máxima de IRPF de 27,5% para 35%, sabe-se que outras ardilosas ideias serão urdidas pela equipe econômica, visando aumentar a combalida arrecadação tributária. O aumento da CIDE dos combustíveis foi a primeira, porém, pode-se ter uma frustração em relação à receita projetada, já que o consumo dos mesmos tende a diminuir acentuadamente, como inúmeras vezes ocorreu. E, diga-se de passagem, as estimativas governamentais raramente confirmam-se, já que são baseadas em premissas erradas. A inflação está cedendo, notadamente graças à brutal recessão em curso, o desemprego continua alto, a SELIC tem forte tendência declinante (não se sabe até quando), o Dólar e o Euro com cotações estáveis e o faturamento dos diversos setores da Economia em permanente trajetória errante.

O panorama político continua desafiador e desencorajando os investimentos produtivos. Há diversos aspectos a lamentar, porém alguns a comemorar. O primeiro é o fato da sensível melhora da governança corporativa da Petrobras, o que culminou com a diminuição do respectivo endividamento, da melhora  do desempenho de outros indicadores de perfomance, além de eliminar o grau de ingerência política na administração da mesma, fatores que devem num futuro próximo recuperarem  os preços das respectivas ações, atualmente ainda muito depreciadas.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também passam por um severo ajuste de suas respectivas estruturas, com dramático fechamento de agências e demissão de funcionários ociosos, objetivando adequarem-se aos novos padrões tecnológicos, onde os clientes não querem mais ir às agências. O segundo fato relevante é o forte surgimento de oportunidades ao capital estrangeiro, notadamente à China, para compra de empresas estatais e privadas, já que a recessão depreciou acentuadamente o valor das mesmas, excessivamente endividadas.

O aumento da influência da China na geopolítica mundial tem sido impressionante. Em 2016, aproximadamente 35% do total de negócios de fusões e aquisições no Brasil, foram feitos com capitais chineses, que aqui já aportaram algo como U$ 17 bilhões. Alguns exemplos: a venda da CPFL para a State Grid por U$ 4,8 bilhões, a da Duke Energy SP e PR para a CTG por U$ 1,2 bilhão, a da Triunfo  para  CTG por U$ 566 milhões e a outorga das Usinas Jupiá e Ilha Solteira para a CTG por U$ 4,6 bilhões. Há ainda um número relevante de negócios a ocorrer proximamente: a venda das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Belo Monte, da CESP, de algumas distribuidoras da Eletrobrás, da CEMIG, bem como inúmeras controladas da Petrobras, como a BR Distribuidora.

Em relação ao aumento  da relevância da China no mundo atual, Martin Jacques, renomado pesquisador inglês e autor do livro “Quando a China Mandar no Mundo”, Círculo Leitores, Portugal, 2012, Pág. 22/23, afirma: “Os países veem, invariavelmente, o mundo em termos da sua própria experiência. À medida que vão tornando-se hegemônicos- como a China se tornará -, procuram moldar o mundo à luz dos seus próprios valores e prioridades. É comum, no entanto, acreditar que a influência da China no mundo será principalmente, e esmagadoramente, econômica. No entanto, os efeitos políticos e culturais terão no mínimo o mesmo alcance. O argumento subjacente deste livro é que o impacto da China no mundo será tão grande como o dos EUA durante o último século, provavelmente muito maior e certamente muito diferente”. Fica a mensagem para todos os brasileiros: se não pensarmos seriamente no futuro do nosso país, outros o administrarão por nós.

Consumo e investimento

Consumo e investimentos no mercado financeiro

A falta de familiaridade com os fundamentos do funcionamento do Mercado Financeiro torna-se uma armadilha para os consumidores e potenciais investidores. Junte-se a isso um grau de consumismo exagerado e uma incapacidade em larga escala para definir o que são simples desejos ou reais necessidades.

A Psicologia Econômica chama esse fenômeno de “efeito manada”, que constitui-se em copiar o padrão de consumo de outras pessoas, mesmo sabendo-se que cada indivíduo tem um perfil de consumo diferente do outro. Seguir a“moda” é uma dessas armadilhas do consumo desnecessário. Se levarmos em consideração que “estar na moda” é sinal de diferenciação entre os grupos sociais, e que por isso todos tentam obter essa “diferenciação”, conclui-se que não existe “diferenciação” alguma.

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