POST_14_JUN_2017

Soluções para se investir em meio à crise

RENDA FIXA

Os últimos desdobramentos políticos no Brasil têm deixado os investidores nacionais e alguns estrangeiros bastante assustados. Depois de quedas bruscas nas cotações dos ativos, de maneira geral, uma boa parte dos investidores está reticente com as perspectivas da Economia, que é fortemente impactada pelas expectativas políticas. Para expressiva parcela dos investidores nacionais, que aqui reside, ainda há boas opções de investimento, com baixo nível de risco.

Além da já consagrada Caderneta de Poupança, que pode ser usada como uma conta corrente remunerada, com liquidez mensal, há fundos de renda fixa pré e pós-fixados, cuja combinação pode ser um excelente antídoto contra a excessiva volatilidade do mercado financeiro. Também há CDBS pré e pós-fixados de bons bancos, com baixo risco de crédito e boa rentabilidade, além de Cris e Cras, isentos de IR. Uma boa corretora de valores pode auxiliar no processo de escolha, visando evitar tomar riscos desnecessários, principalmente quando se trata de pessoas não familiarizadas com o dia-a-dia do mercado.

RENDA VARIÁVEL – Setor Bancário

As análises dos últimos balanços do setor bancário mostraram uma recuperação satisfatória das margens de lucro, diminuição da inadimplência e rentabilidade do Patrimônio Líquido. A elevada resiliência a crises deu-se fundamentalmente pelos terríveis problemas enfrentados pela Economia Brasileira nos últimos 30 anos, que exigiu dessas instituições operar com rígidas normas de funcionamento, visando evitar rupturas no sistema econômico, no caso de quebra de alguma instituição. O sistema está sólido também graças a severos controles impostos pelo BC, que regulam minuto-a-minuto o funcionamento do mercado financeiro, de maneira que, qualquer anomalia possa ser detectada imediatamente.

Dos três bancos que mais se destacam, indubitavelmente, o Itaú desponta como referência de eficiência no Brasil, dentre os que têm suas ações negociadas em bolsa. No último trimestre apresentou lucro aproximadamente igual ao somatório de Bradesco e Banco do Brasil, com rentabilidade patrimonial crescente, nos últimos anos. Líder incontestável em tecnologia bancária, recentemente comprou parcela significativa da corretora XP, visando dar um salto qualitativo à frente da concorrência, relativamente ao assunto desbancarização.  Nos últimos anos, apesar das diversas incorporações que realizou, conseguiu diminuir acentuadamente o número de colaboradores e de agências, otimizando os níveis de eficiência operacional, já que a realidade da crescente utilização da tecnologia pelos clientes impõe-se a cada dia. Sua administração tem concentrado grandes esforços nos últimos anos para tornar o banco cada vez mais internacional, visando diminuir a exposição excessiva às permanentes intempéries da Economia Brasileira. Controlado pela holding ITAU.SA, tem-se revelado como um excelente investimento de longo prazo, pois também paga dividendos mensais, além de polpudos dividendos anuais.

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