Um novo Brasil

A  nação brasileira tem assistido estupefata desde 2014 a uma série de eventos nunca imaginados. Por um lado alegria, pelo fato de que as instituições estão funcionando mesmo com sérios problemas. De outro, um sentimento de extrema tristeza ao descobrir o descalabro moral e econômico em que se encontra o Brasil.

Como tudo em nossas vidas, não há como desistir da esperança de dias melhores para que as próximas gerações possam viver num ambiente sócio/político e econômico mais saudável. Sem dúvida alguma que muitas dificuldades ainda serão enfrentadas, mas há alguns fatos alvissareiros que precisam ser considerados:  

1. A chegada de Temer ao comando do país revela-se algo positivo, tanto pela possibilidade de corrigir falhas de gestão como pela saída de um governo que mostrou-se despreparado para exercer o poder.
2. O forte movimento de debandada do PT e de proximidade com a  presidente para não só evitar uma derrocada como tentar uma chance em 2018.
3. Michel Temer se compromete a não candidatar-se às eleições de 2018, o que aumenta as chances de angariar apoio expressivo na Câmara.
4. O PSDB já se juntou ao futuro governo não apenas como apoio no Congresso, mas como integrante ministerial.
5. Meirelles, ex presidente do BC, tem credibilidade política e técnica para executar os ajustes necessários.
6. As reformas de caráter estrutural (Trabalhista, Previdenciária, extinção da estabilidade do funcionalismo público e desvinculação orçamentária), antes consideradas desnecessárias, agora são consideradas como prioritárias.
7. A privatização de estatais deficitárias e do setor de infraestrutura.
8. Aumento dos preços das commodities no mercado internacional (minério de ferro, soja e petróleo).
9. As taxas de juros nos contratos de longo prazo negociadas no mercado estão em queda, bem como as perspectivas inflacionárias para o biênio 2016/2017.
10. Com o fortalecimento das Contas Externas espera-se um saldo positivo da Balança Comercial de U$ 54 bilhões, ante o negativo de U$ 7 Bilhões em 2015. Também o desmonte das intervenções do BC no mercado cambial é um fator satisfatório, já que o nível de turbulência deve amainar-se com a troca de governo.
11. Fim da vinculação das aposentadorias ao salário mínimo e um ajuste no valor exagerado das pensões.
12. O capital estrangeiro não especulativo começa a movimentar-se em direção ao Brasil.
13. Franca recuperação das exportações.

Indubitavelmente, se pelo menos uma parte dessas ações elencadas for colocada em prática com êxito já no segundo semestre de 2016, será possível perceber-se uma sensível melhora nas expectativas em relação à economia.

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