Liberalismo econômico

Liberalismo econômico

Nunca praticados na sociedade latino-americana, os ideais liberais sempre foram execrados por absoluta ignorância a respeito de suas virtudes. Essa doutrina embasou as revoluções antiabsolutistas que aconteceram notadamente na Inglaterra e França (séculos XVII e XVIII) e também a luta pela independência norte-americana. Defendia:

1) a liberdade individual;

2) a independência dos três poderes;

3) o direito inalienável à propriedade privada;

4) ampla concorrência e a livre iniciativa como princípios basilares, objetivando compatibilizar os interesses coletivos e individuais, bem como  a geração do progresso de toda a sociedade. A meritocracia também não poderia ser esquecida.

Alicerçadas nos ideais acima elencados, surgiram há alguns anos no Brasil, diversas organizações privadas voltadas a reavivar tais princípios, num continente asfixiado pelo excesso de dirigismo estatal e de teorias desenvolvimentistas equivocadas, amplamente divulgadas até em prestigiosas universidades brasileiras, travestidas de boas ideias. Nesse aspecto, afirmou Milton Friedman (Nobel de Economia em 1976): ”Não existe nada que cause mais males do que boas intenções”. No dia 19 de outubro de 2015, ocorreu em São Paulo o “II Fórum Liberdade e Democracia – O Brasil que dá Certo”, de cunho liberal, promovido pelas seguintes entidades: Instituto de Formação de Líderes, Capitalismo Consciente Brasil, Instituto Millenium, Líderes do Amanhã, Mises Brasil, Diretório Acadêmico do Insper e Instituto de Estudos Empresariais.

Aproximadamente 5 mil pessoas, maioria de jovens entre 20 e 30 anos, dispondo-se a divulgar os ideais liberais. Foi entusiasmante participar. Dirigindo o evento estavam: Gustavo Franco (ex-presidente do BC e acionista da Rio Bravo Investimentos), Paulo Guedes (acionista e fundador do Banco Pactual) e o economista norte-americano David Friedman (filho de Milton Friedman), e um dos baluartes do movimento liberal contemporâneo. Abílio Diniz, como Keynote Speaker, dissertou sobre o tema: “Liberdade para Empreender”.

Parece claro que o combate feroz à mentalidade anticapitalista está só começando no Brasil, pois, à medida que as pessoas instruem-se, têm acesso a melhores condições de vida e começam a enriquecer; a trajetória política de governantes que insistem em pregar idéias intervencionistas será cada vez mais difícil. Esse processo de mudança de mentalidade será cada vez mais facilitado também pela percepção da retumbante ruína das economias brasileira, equatoriana, argentina, venezuelana e cubana. Exemplos incontestáveis do que não funciona em termos de políticas econômicas.

Ao final do evento, foi distribuído o recém-lançado livro “Um Pequeno Passo para a Liberdade”, uma coletânea de artigos de diversos autores, editado pela QuintAventura Edições, SP.

A iniciativa de realização desse evento traz alento a um Brasil tão carente de esperança, mas não de grandes oportunidades. Participar desses eventos, é uma delas.

Fernando José Martha de Pinho, Economista.

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