O fim do populismo na América Latina

O fim do populismo na América Latina?

Nos  últimos 10 anos, as populações do Brasil, Argentina, Equador e Venezuela assistiram a um verdadeiro processo de destruição dos fundamentos macroeconômicos dos respectivos países, travestido do tão surrado slogan: “Tudo pelo Social”. O tão sofrido continente parece não conseguir livrar-se dessa sina intervencionista, provocada pela impregnada crença de que o Estado precisa intervir em todas as instâncias da vida do cidadão, como se todos fossem incapazes de governar os próprios destinos.

A situação atual do Brasil dispensa comentários.

Argentina está permanentemente em conflito com credores e empresários (pois os mesmos não aceitam as trapalhadas governamentais e reagem).

O Equador, após expulsar e expropriar ativos das companhias petrolíferas multinacionais está agora às voltas com uma brutal queda de produção dos poços, uma baixa sem precedentes no preço do petróleo e finanças arruinadas.

Já na Venezuela, constata-se um nível de desarranjo muito pior do que seus vizinhos. No ano passado, o governo de Maduro chegou a importar papel higiênico do Peru (trocando-o por petróleo). No dia 7/8/15, os jornais brasileiros de grande circulação publicaram matéria informando que diante da falta crônica de medicamentos, cidadãos venezuelanos que passaram por transplantes estavam medicando-se com  produtos veterinários.

Esse “fundo do poço” na América Latina deveria levar as pessoas a um processo de auto-reflexão. Será que não chegou o momento de livrar nossos países de governantes intervencionistas e incompetentes, que só pensam em benefício próprio?

A leitura do excelente livro: “Contra a Maré Vermelha – Um Liberal sem medo de patrulha”, do economista Rodrigo Constantino, Ed. Record, é imprescindível para a compreensão do tema.

Fernando José Martha de Pinho, Economista

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *