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O que podemos esperar de 2017?

Para muitos cidadãos brasileiros o ano de 2016 será um intervalo de tempo a esquecer. Para outros, celebrado com grande euforia. A ser esquecido pois:

1. Precisamos suportar um brutal processo recessivo para decidir defenestrar a ex-presidente;
2. Assistimos ao desnudamento completo das nefastas relações entre o público e o privado;
3. Passamos pelo trauma de certificar-nos de como os maus políticos usam e abusam da função pública e por que não merecem crédito
4. Presenciamos a ruína de dois partidos políticos (PT e PMDB), que sempre apresentarem-se como paladinos da moralidade;
5. Verificamos que a juventude de nossa democracia ainda nos condenará a muitos anos de convivência conflituosa entre os 3 poderes;
6. Estamos sofrendo os maiores índices de desemprego, inadimplência e ruína de empresas já vistos na história econômica de nosso país;
7. O Brasil está sendo governado por políticos que a qualquer momento podem ser afastados do poder gerando um incessante processo de volatilidade política, econômica, social, etc.

Para os cidadãos que estão celebrando o momento atual, há sempre a esperança de ver resolvidos, pelo menos em parte, os problemas acima elencados. Afinal, é indubitável que a nação brasileira precisava passar por esse doloroso processo de saneamento moral.

O Brasil apresenta-se permanentemente como detentor de grande potencial de desenvolvimento, porém, tudo ainda está por ser feito ou aperfeiçoado, o que gera grandes oportunidades de investimento. Este articulista já ouviu de imigrantes portugueses, italianos, espanhóis, alemães, judeus, árabes e japoneses que vieram para o nosso país nos anos 40 e 50 e que aqui enriqueceram em larga escala, que nós brasileiros nunca soubemos utilizar com sabedoria o território que nos pertence. Precisamos aceitar com humildade essa desabonadora realidade.

Quanto ao ano de 2017, ainda será de grandes agruras para o povo brasileiro dado o elevado grau de avarias provocadas por muita incompetência, arrogância e desonestidade na esfera federal. Porém, 2018 e 2019 avizinham-se com melhores perspectivas dada a melhora no ânimo empresarial, mesmo diante dos fatos de que o nível de desemprego não cede, o movimento de vendas de Natal registrou recuo de 4% em relação a 2015 (que já foi fraco), a arrecadação tributária declina acentuadamente e a inflação só está cedendo dado o baixo nível de atividade econômica. Nesse aspecto, dado o histórico brasileiro, a mesma costuma retornar com ímpeto quando a atividade econômica reaquece em função de grandes desequilíbrios macroeconômicos que assolam há décadas a economia brasileira.

Um setor muito carente de investimentos e que poderá tornar-se um forte alavancador do Brasil juntamente com a melhora do ambiente de negócios (Reformas Trabalhista, Previdenciária e Política) é o de infraestrutura. Segundo informações publicadas recentemente por organizações especializadas, o Brasil demorará 20 anos para ter um conjunto de infraestruturas de padrão mundial desde que consiga destravar as concessões e atrair investidores para as mesmas, pois só investimos 2% do PIB nessa rubrica, percentual ínfimo em relação às nossas necessidades.

O momento econômico mundial é muito propício ao atendimento dessa necessidade brasileira, pois há um montante gigantesco de liquidez no sistema financeiro internacional aplicado a taxas de juros próximas de zero ou negativas. Especialistas no setor afirmam que o Brasil só conseguirá desenvolver-se favoravelmente nesse quesito se investir no mínimo 5,5% do PIB/ano durante 20 anos, abarcando os setores de energia, telecomunicações, saneamento e transportes. Um percentual impensável na atualidade dada a barafunda fiscal atual vivida pelas Finanças Públicas brasileiras se dependermos só de aportes públicos. Como exemplo, podemos tomar a realidade da China, com investimento médio anual em infraestrutura de 8,8% do PIB, seguida da Índia, com 5,2%; Japão com 4%; Canadá com 3,5%; Itália com 2,4%; Estados Unidos com 2,4% e França com 2,1%.

O Brasil no aspecto do desenvolvimento econômico e social é paradoxal. O que explica o fato de que uma população que mora em favelas sem água, luz, esgoto, asfalto, transporte, saúde e educação de qualidade, tenha acesso à telefonia 4G? O que será mais importante para o atual estágio de desenvolvimento dessas pessoas? É uma permanente inversão de prioridades, um verdadeiro apagão de inteligência estratégica que tem como causa a existência de um grande espectro de pessoas de baixa capacidade intelectual e de reflexão. Nosso país pode e muito, mas dependerá das escolhas sensatas de cada cidadão.

Euforia x Realidade

É indiscutível o fato de que houve uma melhora significativa no ânimo de empresários e consumidores, no tocante às recentes medidas tomadas pelo Governo Federal, objetivando ressuscitar a economia.

A aprovação da PEC 241, a diminuição do preço da gasolina (apesar de ainda não ter chegado ao bolso do consumidor), a notícia de que o montante a ser arrecadado com multas no processo de regularização de ativos no exterior vai garantir o cumprimento da meta fiscal, a diminuição da Taxa Selic e dos diversos índices inflacionários ajudaram a trazer alento. Porém, isso é muito pouco para ajudar a voltar a aquecer a economia, que está padecendo de um recorde absoluto em termos de: desemprego, infelicidade, inadimplência, cancelamento de planos empresariais, falências, recuperações judiciais e decréscimo permanente das receitas tributárias.

Sabe-se que o ajuste deverá ser gradual, porém, persistente, e nesse aspecto o cidadão tem em mãos uma oportunidade única de exercer pressão implacável sobre os políticos, para que votem as medidas necessárias à solução desses terríveis problemas, pois a equipe econômica nada poderá fazer sem a ajuda do Congresso e do Senado.

Queda da inflação x Taxas de juros ao consumidor

As contínuas quedas dos diversos índices inflacionários têm induzido muitas pessoas a tomar como definitiva a diminuição dos preços na economia. Nada mais errôneo.

O  setor de serviços continua com uma resistência tremenda a baixar preços e é onde apresenta-se o maior perigo para o refluxo da inflação. Também foi anunciado recentemente o aumento dos preço do etanol nas bombas, bem como um reajuste nas tarifas de energia elétrica. Ambos são insumos que devem causar algum impacto inflacionário.

É inegável também o fato de que a falta de renda da população fez com que o consumo diminuísse acentuadamente, colaborando para a baixa da inflação. Porém, dado o terrível histórico inflacionário de nosso país, fica a dúvida: será que quando a economia voltar a crescer com vigor, a inflação não recrudescerá fortemente?

Com as taxas de juros ao consumidor na modalidade cartão de crédito atingindo  480,3% ao ano, uma pessoa endividada vai pagar aproximadamente cinco vezes mais por sua dívida original ao fim do financiamento. E se a inflação voltar a acelerar corre o risco de ter sua dívida ainda mais aumentada pelo contínuo aumento da taxas de juros.

Portanto, muito cuidado com o endividamento e a euforia do consumo, o chamado efeito manada.

Bolsa de valores e economia real

Nos últimos dois meses os negócios na Bolsa de Valores deram um salto considerável. Impulsionados por processos de melhoria na economia, investidores brasileiros e estrangeiros foram às compras, visando aproveitar os baixos preços de papéis de empresas de classe mundial.

Também as perspectivas de saneamento das finanças da Petrobras ajudaram no processo, já que a estatal tem grande peso no índice Bovespa. Atenção especial deve ser dada ao setor financeiro privado, notadamente o Itaú (itub3 e itub4), que deve ter seus lucros alavancados fortemente no próximo ano, devido a uma gestão de classe superior, diminuição de custos e dos índices de inadimplência.

Para quem deseja formar um patrimônio sólido de longo prazo, o papel está com com excelente preço no momento.

Nível de emprego e perspectiva para 2017

Com um número já elevado de doze milhões de desempregados em setembro, a quantidade de demissões superou as contratações em 39,3 mil de acordo com dados do CAGED. A divulgação de tal indicador revela continuidade na trajetória de recuo de perda de postos de trabalho com carteira assinada.

A reversão dessa tendência não garantirá que muitas categorias profissionais retomem o padrão de emprego vigente durante a era Lula e Dilma, pois é muito comum, após uma grave recessão, as empresas que despediram aperfeiçoarem o quadro de funcionários extinguindo algumas funções por meio da automação, objetivando baixar custos. Afinal , as crises sempre geram oportunidades para ganhos de eficiência produtiva.

A Reforma trabalhista pode acelerar o processo de recuperação do nível de emprego, principalmente se flexibilizar as relações capital x trabalho, diminuindo os custos de contratação e demissão.

Tempo de Espera

Encontra-se o Brasil com um dos maiores índices de desemprego de sua triste história econômica, um contingente próximo à da população da cidade de São Paulo. A reversão dessa barbárie só ocorrerá se o empresariado, de maneira geral, convencer-se que o jogo político em curso, onde Michel Temer terá de enfrentar, inclusive, oponentes dentro da base aliada, será favorável ou não às necessidades do país, já que muitos políticos ainda não vislumbraram o estado deplorável da economia e do tecido social.

Na atualidade, sem fortes investimentos privados, não há a mais remota possibilidade de crescimento econômico e social. Para que o chamado “espírito animal” empresarial seja despertado, algumas decisões duras terão que ser tomadas imediatamente: uma diminuição acentuada da taxa de juros (que choca-se com o problema da inflação resistente em altos patamares), avanço  das Parcerias Público-Privadas objetivando a reconstrução da precária infraestrutura brasileira, diminuição do déficit público visando recuperar a capacidade de investimento estatal (União, Estados e Municípios) e reforma contundente da claudicante Legislação Trabalhista, com ênfase na aprovação do Marco Legal, incrementando e aperfeiçoando o processo de terceirização das atividades.

Não seria por demais afirmar que se a população em geral não pressionar os políticos essas mudanças não ocorrerão e o nível de emprego não se recuperará tão cedo. A inação nesse aspecto delegará ao avanço da tecnologia a oportunidade de tornar a Legislação Trabalhista, letra morta, já que muitas das chamadas atividades-fim estão desaparecendo em caráter mundial. Algumas notícias ajudam a focar melhor o problema.

1. Título: “Navios de Carga Podem Dispensar Tripulação no Futuro” 

(…) Projetistas de navios, operadores e reguladores estão se preparando para um futuro em que embarcações de carga irão cruzar os oceanos com uma tripulação mínima ou mesmo sem nenhuma. Avanços na automação e uma comunicação de dados cada vez mais veloz, mesmo no meio do oceano, podem causar a maior transformação no transporte marítimo desde que os motores diesel substituíram os a vapor. (…) Uma futura embarcação não tripulada pode se assemelhar aos mais avançados drones de combate. Ela poderia ter detectores infravermelhos, câmeras de alta resolução e sensores a laser para monitorar seus arredores. (…) Pode-se chegar a navios cargueiros não tripulados até 2030 e navios totalmente autônomos até 2035.

(Fonte: Valor Econômico, 2/9/16, pág. B-9)

2. Título: “A Vida na Mina Sem Ninguém ao Volante”

(…) Na Suécia, a montadora de veículos pesados Volvo desenvolveu um novo caminhão para uma mineradora. Tal caminhão é chamado FMX. O referido veículo fica tão escondido quanto a prata e o ouro explorados pela mina de Boliden, de onde saem também cobre e zinco. Com a ajuda de sensores, o veículo circula a 800 metros de profundidade. (…) Um mundo de veículos sem motorista, seria uma maravilha. Ele não precisa sequer olhar para a trilha percorrida pelo FMX. O caminhão segue em frente, desliza suavemente em curvas sinuosas e, finalmente, dá, sozinho, a marcha a ré, para voltar ao ponto de partida. (…) No Brasil, o caminhão autônomo já começou a ser testado também em plantações de açúcar.

(Fonte: Valor Econômico, 6/9/16, pág. B-3)

3. Título: “O Bolsa Família dos Países Ricos”

(…) Um estudo feito pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisou 700 postos de trabalho, com diferentes graus de complexidade e chegou à conclusão de que 47% deles poderão ser automatizados nos próximos 20 anos. Robôs comandados por algoritmos deverão ser capazes de realizar tarefas que sempre precisaram de interação humana, como dirigir automóveis e caminhões para o transporte de mercadorias. Estima-se que um terço dos postos de trabalhos no setor de varejo na Europa desaparecerá até 2025, em razão do desenvolvimento da robótica.

(Fonte: Revista Exame CEO, 09/16, págs. 58/59)

4. Título: “Bancos tentam controlar despesas com redução de agências e pessoal”

(…) Para cortar gastos, as medidas adotadas pelas instituições financeiras têm ido em duas principais linhas: a redução de agências e a diminuição do quadro de pessoal. (…) Nos 12 meses encerrados em junho, os 4 grandes bancos fecharam um total de 413 agências. Para comparação, apenas 19 agências foram fechadas  entre junho de 2014 e junho de 2015. (…) A redução das agências está ligada ao uso crescente de canais de atendimento digital por parte dos clientes. (…) Os bancos também têm enxugado o quadro de funcionários, em especial ao não repor aqueles que deixam a instituição ou se aposentam. Entre junho de 2015 e junho de 2016 os 4 maiores bancos cortaram 12.200 postos de trabalho.

(Fonte: Valor Econômico, 13/9/16, pág.C-1)

5. Título: “Uber lança primeira frota de táxis autoguiados”

(…) O Uber lançou, ontem, sua primeira frota de táxis autoguiados em Pittsburgh, Pensilvânia (EUA), e pulou à frente de empresas como Google, Tesla, Ford e GM na corrida para desenvolver tecnologias para veículos autônomos. (…) Para o Uber, os veículos autônomos são uma aposta de longo prazo no que a empresa acredita que será o futuro do transporte urbano e no que poderia, no fim das contas, reduzir o custo do transporte ao acabar com a necessidade de motoristas. Portanto, assim como já ocorreu em países desenvolvidos, logo o Brasil será alcançado por essas tendências de automação em velocidade acelerada, provocando irreversíveis danos ao já decrescente número de postos de trabalho.

(Fonte: Valor Econômico, 15/9/16, pág.B-6)

Doloroso rito de passagem

O esperado fim da malfadada gestão petista, encerra uma fase da História Política e Econômica do Brasil, remetendo Lula, Dilma e apaniguados ao panteão dos governantes merecidamente esquecidos. Ao invés da estapafúrdia expressão “Não vai ter golpe”, passaremos a ouvir “Dilma nunca mais”. O governo de Temer, com todas as dificuldades que está enfrentando para recuperar as Finanças Públicas, ainda terá de suportar muitos outros problemas, decorrentes não só das intermináveis e necessárias investigações da Lava Jato, mas também, do corporativismo sindical e político, que teima em sabotar as tentativas de recuperação da Economia, numa demonstração inequívoca de egoísmo e falta de espírito público. Os cidadãos que não vivem das benesses do setor público, cansarem-se de uma interminável sequência de golpes: mentiras, arrogância, desonestidade, incompetência e uma maneira infantil de vislumbrar o mundo e de compreender como o mesmo funciona. A brilhante equipe econômica nomeada por M. Temer tem credibilidade mais do que suficiente para recolocar o Brasil no rumo do progresso e de devolver a esperança à população. Porém, há que afastar os políticos dos cargos em que a capacidade técnica é imperativa, não deixando com isso que a gestão do país resvale novamente para um padrão permanente de atos de irresponsabilidade, visando à manutenção de um projeto de poder a qualquer custo.

Alguns assuntos de vital importância terão que ser inescapavelmente enfrentados, de forma imediata: uma reforma política destinada a criar legislação visando o afastamento mais rápido de maus governantes (por incompetência ou deslize moral), fim da estabilidade de emprego no setor público, mudanças drásticas na obsoleta legislação trabalhista (antes que a tecnologia transforme-a em letra morta), desvinculação das receitas da União, privatização de estatais como Banco do Brasil, Petrobrás, Caixa Econômica Federal e outras  que servem permanentemente de instrumentos de manipulação para políticos desonestos, diminuição da inflação a patamares aceitáveis e conseqüente diminuição da taxa de juros, taxa de câmbio que permita ao país ter competitividade no comércio internacional e incremento das ações diplomáticas destinadas a priorizar negócios com  parceiros de real importância como os EUA, Europa, Japão e China, ao invés dos claudicantes da América Latina, estabelecimento de um teto para os gastos públicos em relação ao PIB, bem como para o déficit previdenciário.
Uma ideia a ser considerada para um sadio processo de reaquecimento da Economia seria destravar os setores habitacional e de infraestrutura, que rapidamente alavancaria diversos segmentos: demanda de mão-de-obra, produção e manutenção de veículos pesados, serviços de engenharia, siderurgia, asfalto, cimento, lojas de material de construção, moveleiro, decorações, loteamentos etc. Citando apenas alguns setores. Um redirecionamento das políticas de crédito do BNDES, canalizando-a para as pequenas e médias empresas (grandes empregadoras de pessoal) também contribuiria com o objetivo. Boas idéias existem, mas carecemos do principal. Pressão permanente das classes esclarecidas em relação aos políticos e autoridade s em geral, obrigando-os a reorientar suas decisões, em prol dos reais interesses do país. Só reclamar é inócuo.

As próximas eleições vão propiciar aos eleitores compromissados com as boas práticas capitalistas, uma ótima oportunidade para a abandonar a retórica e agir, evitando votar em políticos alinhados com a defesa do contínuo agigantamento do Estado e suas mazelas. A leitura ou releitura das seguintes consagradas obras, pode ajudar a entender o atual dilema ideológico em que encontra-se o Brasil: “A Mentalidade Anticapitalista” e “As seis Lições”, ambas do economista austríaco Ludwig von Mises, bem como “Os fundamentos da Liberdade” de Friedrich A. Hayek.

Fernando José Martha de Pinho, Economista.

Um novo Brasil

A  nação brasileira tem assistido estupefata desde 2014 a uma série de eventos nunca imaginados. Por um lado alegria, pelo fato de que as instituições estão funcionando mesmo com sérios problemas. De outro, um sentimento de extrema tristeza ao descobrir o descalabro moral e econômico em que se encontra o Brasil.

Como tudo em nossas vidas, não há como desistir da esperança de dias melhores para que as próximas gerações possam viver num ambiente sócio/político e econômico mais saudável. Sem dúvida alguma que muitas dificuldades ainda serão enfrentadas, mas há alguns fatos alvissareiros que precisam ser considerados:  

1. A chegada de Temer ao comando do país revela-se algo positivo, tanto pela possibilidade de corrigir falhas de gestão como pela saída de um governo que mostrou-se despreparado para exercer o poder.
2. O forte movimento de debandada do PT e de proximidade com a  presidente para não só evitar uma derrocada como tentar uma chance em 2018.
3. Michel Temer se compromete a não candidatar-se às eleições de 2018, o que aumenta as chances de angariar apoio expressivo na Câmara.
4. O PSDB já se juntou ao futuro governo não apenas como apoio no Congresso, mas como integrante ministerial.
5. Meirelles, ex presidente do BC, tem credibilidade política e técnica para executar os ajustes necessários.
6. As reformas de caráter estrutural (Trabalhista, Previdenciária, extinção da estabilidade do funcionalismo público e desvinculação orçamentária), antes consideradas desnecessárias, agora são consideradas como prioritárias.
7. A privatização de estatais deficitárias e do setor de infraestrutura.
8. Aumento dos preços das commodities no mercado internacional (minério de ferro, soja e petróleo).
9. As taxas de juros nos contratos de longo prazo negociadas no mercado estão em queda, bem como as perspectivas inflacionárias para o biênio 2016/2017.
10. Com o fortalecimento das Contas Externas espera-se um saldo positivo da Balança Comercial de U$ 54 bilhões, ante o negativo de U$ 7 Bilhões em 2015. Também o desmonte das intervenções do BC no mercado cambial é um fator satisfatório, já que o nível de turbulência deve amainar-se com a troca de governo.
11. Fim da vinculação das aposentadorias ao salário mínimo e um ajuste no valor exagerado das pensões.
12. O capital estrangeiro não especulativo começa a movimentar-se em direção ao Brasil.
13. Franca recuperação das exportações.

Indubitavelmente, se pelo menos uma parte dessas ações elencadas for colocada em prática com êxito já no segundo semestre de 2016, será possível perceber-se uma sensível melhora nas expectativas em relação à economia.

Brazil

Brazil (com Z) – Riqueza Inesgotável

Nos últimos 2 meses a população vem digerindo “um cardápio indigesto”, ao receber as notícias do dia-a-dia. Desemprego ascendente, fábricas parando ou reduzindo a produção, inadimplência acentuando-se, volatilidade cambial, aumento brutal de tarifas públicas e impostos, violência crescente, taxas de juros elevando-se, desentendimentos entre os integrantes da Câmara e do Senado, corrupção em larga escala etc. Enfim, desalento de maneira geral.

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Solidez financeira e longevidade

O tema que intitula este artigo tem sido objeto de intensos debates  e estudos ao redor do mundo nos últimos 20 anos, principalmente por parte do FMI (Fundo Monetário Internacional), OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), OMS (Organização Mundial da Saúde), além de governos e universidades renomadas. Notadamente após a constatação de que tem havido aumento significativo da expectativa de vida humana, ao mesmo tempo em que ocorre o enfraquecimento financeiro dos sistemas de Previdência Social.

Segundo os últimos estudos disponíveis sobre o assunto realizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nas próximas duas décadas, a população brasileira com idade acima de 60 anos vai passar dos atuais 23 milhões para 88 milhões de pessoas. Quando isso ocorrer, os idosos representarão aproximadamente 40% da população brasileira, um perfil demográfico próximo ao europeu atual, onde há pouquíssimas crianças. Portanto, cada vez menos pessoas contribuindo com o sistema previdenciário.

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